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Naomi Munakata, maestrina titular do Coral Paulistano, morre aos 64 anos em SP

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Informações iniciais indicam que ela teve uma pneumonia causada por coronavírus. Por duas décadas, Naomi também foi regente do Coro da Osesp

A maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata, de 64 anos. — Foto: Divulgação

A maestrina titular do Coral Paulistano, Naomi Munakata, morreu aos 64 anos nesta quinta-feira (26). Informações iniciais indicam que ela teve uma pneumonia causada por coronavírus.

Por duas décadas, Naomi também foi regente do Coro da Osesp e foi diretora e professora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado, regente-assistente do Coral Paulistano e professora na Faculdade Santa Marcelina e na FAAM.

“A família do Theatro Municipal está órfã. Perdemos no dia de hoje, aos 64 anos, a maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata. Os mais sinceros sentimentos aos amigos e familiares dessa grande artista que abrilhantou nosso palco nos últimos anos. Sentiremos sua falta Naomi”, lamentou uma publicação do Theatro Municipal de São Paulo no Facebook.

Naomi Munakata iniciou os estudos musicais ao piano com apenas quatro anos de idade e começou a cantar aos sete, no coral regido por seu pai – Motoi Munakata. Estudou violino, harpa e formou-se em Composição e Regência em 1978 pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg.

A vocação para a regência começou a ser trabalhada em 1973, com os maestros Eleazar de Carvalho, Hugh Ross, Sérgio Magnani e John Neschling. Anos depois, sua trajetória foi coroada com o prêmio de Melhor Regente Coral, concedido pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte.

A morte de Naomi Munata foi lamentada por vários críticos, autoridades e músicos de São Paulo.

“Lamento profundamente o falecimento da maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata.Toda equipe da Secretaria Municipal de Cultura, se solidariza com a dor da família, amigos e fãs desta grande artista. A música perde um talento extraordinário e todos nós perdemos uma querida colega e amiga”, disse o ex-secretário municipal de Cultura, Alexandre Youssef.

O falecimento também comentado pelo crítico de música erudita Irineu Franco Perpetuo: “Não há como aquilatar o tamanho dessa perda para a vida musical brasileira. Descanse em paz, querida Naomi!”, disse.

“Maestrina Naomi Munakata, uma das responsáveis pela excelência musical em São Paulo nas últimas décadas, faleceu hoje. Coronavírus. Senhores, quanto vale esta vida em percentual de desemprego ou do PIB?”, comentou o diretor e dramaturgo Aimar Labaki.

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Fonte: Pop & Arte – G1

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