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Mahmundi preserva lugar ao sol em álbum que a aproxima da canção mais tradicional

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Mahmundi preserva lugar ao sol em álbum que a aproxima da canção mais tradicionalMahmundi preserva lugar ao sol em álbum que a aproxima da canção mais tradicional

Edvaldo Santos

Por Mauro Ferreira, G1

10/08/2018 10h40 Atualizado há menos de 1 minuto

É difícil associar a invernal balada de amor perdido As voltas, composta por Qinho e gravada por Mahmundi com sons predominantemente orgânicos, com o ensolarado synth-pop oitentista apresentado pela mesma Mahmundi no primeiro álbum da artista carioca, lançado há dois anos.

Mas As voltas é uma das nove músicas que compõem o repertório essencialmente inédito e autoral de Para dias ruins, segundo álbum dessa cantora e compositora nascida há 31 anos com o nome de Marcela Vale.

Se a canção As voltas for ouvida aleatoriamente ao lado de Eu quero ser o mar (Mahmundi e Kleyson Barbosa), climática balada que encerra o disco em tempo de delicadeza poética, fica mais fácil entender que Mahmundi se aproxima do formato mais tradicional da canção em Para dias ruins, álbum que chega hoje, 10 de agosto de 2018, aos players e lojas digitais.

É o primeiro álbum de Mahmundi desde que a artista foi contratada pela gravadora multinacional Universal Music, companhia fonográfica habituada a abrigar estrelas do mainstream da indústria da música pop, e não nomes da cena indie na qual a cantora foi paulatinamente projetada a partir de 2012.

Capa do álbum 'Para dias ruins', de Mahmundi (Foto: Divulgação / Universal Music)Capa do álbum 'Para dias ruins', de Mahmundi (Foto: Divulgação / Universal Music)

Capa do álbum ‘Para dias ruins’, de Mahmundi (Foto: Divulgação / Universal Music)

Pela própria mudança de casa, esperava-se um álbum mais pop e mais digerível do que o anterior Mahmundi, editado em 2016 pelo efêmero selo independente StereoMono. É fato que a cantora nunca gravou uma música deliciosamente pop como Qual é a sua? – quase um reggae de batida leve e vocais aliciantes – mas é justo atestar que inexiste ruptura entre os álbuns Mahmundi e Para dias ruins. Até porque a produção do atual álbum foi orquestrada pela própria Mahmundi com o habitual parceiro Lux Ferreira.

Para quem quer fazer a conexão imediata entre um e outro disco, Imagem (Mahmundi, Hugo Braga, Leo Justi e Lux Ferreira) – música já previamente editada em single em julho de 2017 para anunciar EP nunca concretizado que acabou se transformando no álbum ora lançado – é a faixa indicada pela batida sintetizada que remete aos verões dos anos 1980.

Música também já lançada, em maio deste ano de 2018, Tempo pra amar (Mahmundi e Carlos Rufino) é soul de cepa pop que sinalizou que Para dias ruins não seria mero remake do álbum de 2016. O que se comprova com a audição de músicas como Felicidade (Mahmundi, Roberto Barrucho e Lucas de Paiva).

Mahmundi (Foto: Reprodução / Facebook Mahmundi)Mahmundi (Foto: Reprodução / Facebook Mahmundi)

Mahmundi (Foto: Reprodução / Facebook Mahmundi)

Há sutis diferenças que mostram uma artista em movimento na composição e formatação de um repertório que seduz menos em Vibra (Mahmundi, Omar Salomão e Lux Ferreira) e conquista mais (e de cara) com a contagiante Alegria (Mahmundi e Roberto Barrucho), canção solar que abre álbum que deve prolongar o verão de Mahmundi.

Outono (Mahmundi e Roberto Barrucho) vem na sequência de Alegria com o refrão ganchudo que dá a senha para o entendimento de Para dias ruins. “Lembra de quando eu te falei no verão / Que eu nunca iria te deixar / Podem folhas cair no outono / No inverno eu vou te esquentar”, promete a cantora em versos cantados sobre bases sintéticas. Mahmundi quer ser a musa de todas as estações. (Cotação: * * * 1/2)

 (Foto: Editoria de Arte / G1) (Foto: Editoria de Arte / G1)

(Foto: Editoria de Arte / G1)

Fonte: Pop & Arte – G1

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