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UFSCar prevê corte de R$ 11 mihões no orçamento 2021 e afirma que ‘buscará alternativas’

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Possível redução de 18,32% na proposta orçamentária foi anunciada pelo MEC. Universidade não deu detalhes sobre quais medidas vai tomar e espera que situação seja revertida.

Campus da UFSCar em São Carlos 2020 — Foto: Gabrielle Chagas/G1

Campus da UFSCar em São Carlos 2020 — Foto: Gabrielle Chagas/G1

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) informou, nesta quarta-feira (12), que prevê um corte de R$ 11 milhões no orçamento para 2021, de acordo com o anúncio da possível redução de 18,32% na Proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa).

O informativo sobre o corte foi disponibilizado no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com a assessoria de imprensa da reitoria da UFSCar, a redução orçamentária incide sobre as despesas não obrigatórias, que envolvem funcionamento, manutenção, assistência estudantil e investimento, incluindo o teto de arrecadação de recursos próprios.

Questionada pelo G1 sobre os impactos para o funcionamento da UFSCar, a assessoria informou, em nota, que o corte de recursos é um desafio, que a universidade buscará alternativas e que, se necessário, irá priorizar ações, mas não deu detalhes sobre as possíveis medidas.

O comunicado também aborda que, assim como em anos anteriores, há um “grande esforço para reverter essa situação”.

“A situação pode mudar, pois existem muitas articulações e negociações envolvendo o MEC, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes) e o Congresso Nacional”, disse.

A universidade, que completou 50 anos neste ano, oferece 65 cursos de graduação nos campi São Carlos, Araras, Lagoa do Sino, em Buri, e Sorocaba e se mantém como uma das principais exportadoras de pesquisa e inovação do Brasil e do mundo.

Reitoria da UFSCar em São Carlos — Foto: Gabrielle Chagas/G1

Reitoria da UFSCar em São Carlos — Foto: Gabrielle Chagas/G1

Nessa última segunda (10) o MEC afirmou que planeja um corte de R$ 4,2 bilhões no orçamento das despesas discricionárias (não obrigatórias) para 2021, redução de 18,2% em relação ao orçamento aprovado para 2020.

Dos R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento do ano que vem, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e R$ 434,3 milhões, dos institutos federais. O número de matriculados nessas instituições totaliza 1,2 milhão de estudantes.

O MEC ainda não detalhou quais serão outras áreas (educação básica, por exemplo) e programas atingidos pelos outros R$ 2,75 bilhões restantes do total de R$ 4,2 bilhões que deixariam o orçamento.

A notícia da previsão de corte de R$ 1,43 bilhão nas verbas para as federais chega dentro de um quadro em que houve mais gastos com a expansão de vagas, sem que os recursos aumentassem na mesma proporção.

A retomada do ensino presencial durante a pandemia de Covid-19 agrava ainda mais a situação: reitores preveem gastos mais altos com a compra de equipamentos de proteção, reforços nas equipes de limpeza e adaptações nas salas de aula e nos sistemas de ventilação.

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Fonte: Educação – G1

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