Portal de Notícias e entretenimentos do Litoral de São Paulo

Aluna cadeirante é carregada por bombeiro para ver aula em faculdade de SP

0

Por Luis Ottoni*, G1 SP

12/08/2017 07h00 Atualizado há 20 minutos

Cadeirante precisa de ajuda de bombeiros para sair de sala de aula em faculdade de SP

Cadeirante precisa de ajuda de bombeiros para sair de sala de aula em faculdade de SP

A estudante de artes visuais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) – Liberdade, Paloma Barbosa, 23, enfrenta a mesma incerteza há dois anos: não sabe se conseguirá chegar e sair da sala de aula sem o auxílio dos colegas ou do Corpo de Bombeiros. Por ser cadeirante, Paloma depende de um elevador que, de acordo com ela, “está sempre quebrado”.

Na última quinta-feira (10), ao sair da sala de aula, a jovem precisou ser carregada pelo Corpo de Bombeiros do 1º andar ao térreo do prédio. A situação vem se repetindo desde que começou a ter aulas em um laboratório de cerâmica, o qual a Instituição não consegue remanejar para outro local por conta dos equipamentos. “Isso me desanima muito em ir para Faculdade. Já vou pensando no stress que posso passar, pensando se o elevador estará funcionando”, lamenta.

O G1 contatou a FMU e aguarda posicionamento.

A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)

A aluna Paloma Barbosa em frente ao elevador quebrado (à esquerda), precisou ser carregada por um bombeiro até a classe onde teria aula (Foto: Paloma Barbosa/VC no SP)

No vídeo enviado ao G1, a jovem aparece chorando após ser carregada pelo Corpo de Bombeiros, uma situação em que diz ter se sentido “incapaz”. “Me senti horrível porque a sala é no primeiro andar. Isso me fez pensar como seria tão mais fácil se eu só pudesse conseguir descer a escada. E eu não deveria ter que me sentir assim”, disse.

Ao procurar a Instituição, Paloma recebe a promessa de que o problema será resolvido, mas a resposta é sempre a mesma: “o problema pertence a instâncias superiores”, disse.

Paloma explica ainda que o único acesso disponível às salas é uma rampa de acesso “muito íngreme”. “Quando comecei a estudar na FMU, ainda usava muletas e já reclamava à instituição que o elevador não funcionava e tinha que subir a rampa. Tinha muita dificuldade. Quando me tornei cadeirante, a situação piorou”, explica.

Apesar das dificuldades, a jovem não cogita deixar de estudar na Instituição.”Sei que conseguir estudar é um privilégio que muitas pessoas com deficiência não têm. Então ocupar aquele espaço é muito importante pra mim porque deveria ser um direito para todo mundo”, afirma.

Paloma diz que elevador está Paloma diz que elevador está

Paloma diz que elevador está “sempre quebrado”, o que a impossibilita de chegar às aulas (Foto: Arquivo Pessoal/ Paloma Barbosa)

*Sob supervisão de Paulo Guilherme

Fonte: Educação – G1

Comentários
Carregando...