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Mutação presente em três variantes consideradas mais transmissíveis já está na maioria dos casos de Covid em 6 estados, aponta Fiocruz

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Observatório Covid-19 Fiocruz analisou mil amostras em oito estados. Em apenas dois deles a mutação associação às variantes não estava na maioria dos infectados.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nota nesta quinta-feira (4) na qual alerta para a alta prevalência de uma mutação associada às variantes do novo coronavírus potencialmente mais transmissíveis: P1, identificada inicialmente no Amazonas, B.1.1.7, no Reino Unido e B.1.351, na África do Sul.

Em dois estados, Paraná e Ceará, o índice de prevalência da mutação batizada de E484K superou os 70% das amostras (veja mapa abaixo).

“Dos oito estados avaliados neste recorte apenas dois não tiveram prevalência da mutação associada às variantes de preocupação superior a 50 %: caso de Minas Gerais, com 30,3% das amostras testadas como positivo para a mutação e, Alagoas, com 42,6%. Nos demais estados, mais de 50% das amostras foram identificadas com a mutação associada às ‘variantes de preocupação’.” – Observatório Covid-19 Fiocruz

1 de 1 Prevalência da mutação analisada pela Fiocruz em oito estados. — Foto: Divulgação

Prevalência da mutação analisada pela Fiocruz em oito estados. — Foto: Divulgação

Variante P.1 é predominante

A Fiocruz aponta que, embora o teste seja capaz de detectar uma mutação comum a três variantes, “há indicações de que a prevalência que está sendo observada nos estados esteja associada à P.1, uma vez que as outras duas variantes não têm sido detectadas de forma expressiva no território brasileiro”.

Novo protocolo de análise

A Fiocruz Amazonas desenvolveu a base técnica que permitiu esta análise. Ela é baseada em um novo protocolo do teste RT-PCR, capaz de identificar uma mudança no código do vírus que é comum às três variantes que mais geram preocupação entre os especialistas ao redor do mundo.

“O novo protocolo de RT-PCR já havia sido testado em janeiro, em 500 amostras do Amazonas, onde a taxa de prevalência da variante foi de 71%.”

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Fonte: Ciência e Saúde – G1

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