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Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente utiliza técnica inédita de agulhamento pré-operatório para tratamento de tumores renais

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Marcação do tumor no paciente é realizada através de uma agulha fina e um pequeno fio, com o auxílio da tomografia computadorizada.

1 de 3 O ponto de partida para a idealização dessa nova técnica foi a procura por alternativas para o tratamento de tumores renais escondidos dentro do rim — Foto: Daniel Teixeira/Marketing HRCPP

O ponto de partida para a idealização dessa nova técnica foi a procura por alternativas para o tratamento de tumores renais escondidos dentro do rim — Foto: Daniel Teixeira/Marketing HRCPP

O Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP) utilizou pela primeira vez, nesta semana, a técnica de agulhamento pré-operatório para o tratamento de tumores renais complexos.

O procedimento foi realizado pela equipe composta pelos urologistas Felipe de Almeida e Paula, Ravísio Israel dos Santos Junior e Fábio Peretti e ainda pelo radiologista Fábio Barbosa, pelo anestesiologista João Lameu e pela instrumentadora Patrícia Belei.

Segundo Felipe de Almeida e Paula, responsável pelo Departamento de Uro-Oncologia, o desenvolvimento da nova técnica faz parte de um projeto de pesquisa de autoria própria.

Idealizada em Presidente Prudente (SP), conta com a colaboração dos departamentos de urologia e imagenologia da Santa Casa de Misericórdia da cidade e do próprio HRCPP.

“O ponto de partida para a idealização dessa nova técnica foi a procura por alternativas para o tratamento de tumores renais totalmente endofíticos (escondidos dentro do rim). Alguns tumores dos rins são difíceis de serem localizados no momento da cirurgia. Atualmente se utiliza o ultrassom intraoperatório, que são aparelhos caros e nem sempre eficientes para todos os casos. Buscamos uma alternativa eficaz, barata e de fácil reprodução. Além disso, o agulhamento pré-operatório já era realizado para os nódulos de mama”, explica o médico.

Com casos de sucesso, a técnica foi apresentada no ano passado durante o encontro do Grupo Latino Americano de Câncer de Rim (LARCG), que aconteceu no Congresso Americano de Urologia (AUA), e será demonstrada no Congresso Paulista de Urologia, que ocorrerá em novembro.

2 de 3 Técnica foi apresentada no ano passado durante o encontro do Grupo Latino Americano de Câncer de Rim (LARCG), que aconteceu no Congresso Americano de Urologia (AUA) — Foto: Arquivo

Técnica foi apresentada no ano passado durante o encontro do Grupo Latino Americano de Câncer de Rim (LARCG), que aconteceu no Congresso Americano de Urologia (AUA) — Foto: Arquivo

O paciente imediatamente antes da cirurgia é levado ao Centro de Diagnóstico por Imagem, onde as equipes de urologia e radiologia intervencionista conjuntamente marcam o tumor.

Essa marcação é realizada através de uma agulha fina e um pequeno fio, com o auxílio da tomografia computadorizada.

Logo após, procede-se o encaminhamento ao Centro Cirúrgico, onde, por cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia) e utilizando o fio como guia, o tumor pode ser encontrado e retirado e o órgão, preservado.

“O agulhamento renal guiado por tomografia computadorizada vislumbra precisão, possibilitando a identificação de tumores de difícil acesso; preservação, colaborando com a tentativa de se evitar extirpações radicais; e baixo custo, desobrigando a necessidade do uso de ultrassonografia laparoscópica intraoperatória”, finaliza o médico.

3 de 3 Felipe de Almeida e Paula (à esq.) e Ravísio Israel dos Santos Junior durante congresso internacional — Foto: Arquivo

Felipe de Almeida e Paula (à esq.) e Ravísio Israel dos Santos Junior durante congresso internacional — Foto: Arquivo

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Fonte: Ciência e Saúde – G1

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