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Crescimento global será modesto em 2020 e 2021, prevê líderes financeiros no G20

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Documento final citou condições financeiras mais cômodas e sinais de redução das tensões comerciais, mas surto de coronavírus preocupa autoridades.

Os líderes financeiros das 20 principais economias do mundo estimam um crescimento modesto neste ano e no próximo, devido à política monetária frouxa e à diminuição das tensões comerciais, e prometeram monitorar os efeitos do surto de coronavírus.

Os ministros das Finanças e os chefes de bancos centrais do G20 assistiram a uma apresentação sóbria do Fundo Monetário Internacional (FMI), que previu que o coronavírus reduzirá 0,1 ponto percentual do crescimento global.

“O crescimento global deverá crescer modestamente em 2020 e 2021. A recuperação é apoiada pela continuidade de condições financeiras mais cômodas e por alguns sinais de redução das tensões comerciais”, afirmou o comunicado dos líderes financeiros.

“Aprimoraremos o monitoramento global de riscos, incluindo o recente surto de Covid-19. Estamos prontos para tomar medidas adicionais para lidar com esses riscos”, afirmou o comunicado.

O presidente chinês, Xi Jinping, que não esteve presente à reunião das principais economias do mundo, passou a mensagem de que Pequim intensificará medidas para ajudar a amortecer as consequências do coronavírus na economia.

“O surto por coronavírus terá inevitavelmente um impacto relativamente grande na economia e na sociedade”, disse Xi, acrescentando que o impacto seria de curto prazo e controlável. A China esteve representada na reunião do G20 por seu embaixador na Arábia Saudita.

“Discutimos o surto de coronavírus na China e em outros países e todos do G20 concordaram coletivamente em estar prontos para intervir com as políticas necessárias”, disse o ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan, em entrevista coletiva.

O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan, em entrevista coletiva — Foto: Ahmed Yosri/Reuters

“No atual cenário, as políticas anunciadas serão implementadas e a economia da China retornará ao normal no segundo trimestre. Como resultado, o impacto na economia mundial seria relativamente menor e de curta duração”, disse no sábado a diretora do FMI, Kristalina Georgieva.

“Mas também estamos analisando cenários mais terríveis em que a disseminação do vírus continua por mais tempo e globalmente, e as conseqüências do crescimento são mais prolongadas”, acrescentou.

O número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, subiu para 77.048 na China, 656 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.445 mortes, 97 a mais que no último balanço. No mundo, são 1.712 pacientes em 29 países que estão com o novo coronavírus, 460 a mais que no último levantamento, e 22 pessoas já morreram.

Taxação de gigantes digitais

Os ministros e banqueiros centrais também incentivaram o trabalho da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que está desenvolvendo regras globais para fazer as gigantes digitais como Google, Amazon e Facebook pagarem impostos onde fazem negócios, e não onde registram subsidiárias.

Um acordo final sobre as regras globais deve estar pronto até o final deste ano para evitar a proliferação de diferentes regimes fiscais digitais em todo o mundo.

A chave do acordo é a cooperação dos Estados Unidos, que vem impedindo o progresso, sem ter certeza do impacto político do acordo em um ano de eleições presidenciais.

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Fonte: Ciência e Saúde – G1

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