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Pesquisadores descobrem ‘estrela vampiro’ a 3 mil anos luz da Terra

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Estrela a cerca de 3 mil anos luz da Terra está sugando o material de uma nova anã marrom, que tem uma massa dez vezes menor; este pode ser o futuro do sistema solar em que está inserida a Terra, se o Sol se converter em uma anã branca e começar a sugar a energia de Júpiter.

Sistema solar — Foto: TV Globo

Um grupo de cientistas detectou uma estrela “vampiro” a cerca de 3 mil anos luz da Terra, que está sugando o material de uma nova anã marrom, que tem uma massa dez vezes menor, segundo estudo divulgado neste sábado (25), aponta reportagem da agência de notícias EFE.

A descoberta consiste em duas estrelas, uma das quais é uma anã branca, que toma o material da companheira, neste caso, a marrom, que é um corpo intermediário e não suficientemente grande para iniciar a combustão nuclear e se converter em uma verdadeira estrela.

Este poderia ser o futuro do sistema solar em que está inserida a Terra, dentro de bilhões de anos, se o Sol se converter em uma anã branca e começar a sugar a energia de Júpiter, segundo os autores do trabalho científico publicado na revista científica “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

Os dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler revelaram como, em um período de 30 dias, a nova anã branca se tornou 1.600 vezes mais brilhante, antes que houvesse rápida redução e retorno ao brilho normal.

A anã branca “está dentro da nossa galáxia (Via Láctea), a 3 mil anos luz. No céu, é perto da constelação Escorpião”, disse o diretor do estudo, Ryan Ridden-Harpe, da Universidade Nacional Australiana, em entrevista à Agência Efe.

A descoberta aponta que estes corpos estelares se aproximam, transferindo energia para a anã branca, que é uma estrela que já esgotou o combustível nuclear. É algo que acontecerá com o Sol, em bilhões de anos.

“Este raro evento foi produto de uma superexplosão de uma nova anã, que pode ser considerada como um sistema estelar vampiro”, afirmou Ridden-Harpe, em um comunicado.

“O pico de brilho foi causado pelo material arrancado de uma anã marrom, se enrolando em volta de uma anã branca, em um disco, que chegou a 11.700 graus celsius”, disse o pesquisador.

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Fonte: Ciência e Saúde – G1

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