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As Reformas. Quem ganha?

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A maioria dos brasileiros em idade de se aposentar cresceu acreditando que  contribuindo para a Seguridade do Governo,   a tão sonhada aposentadoria estaria garantida.

A aposentadoria sempre foi considerada como um período para que o trabalhador teria direito ao “far niente”, em que o benefício pago pelo INSS seria suficiente para garantir o sustento daqueles que contribuíram ao longo de suas vidas.

Vimos que nos anos 60 ainda era possível, receber benefícios  dignos, com o passar dos anos, a quantidade de aposentados aumentou junto com  a expectativa de vida do brasileiro, que em 1960 era de 48 anos e, em 2010 passou para 73 anos.

Fora estes dados que certamente  pressionam os gastos previdenciários, há que se considerar a má gestão.

A imprensa tem demonstrado  todos os dias, casos de corrupção combinados com incompetência de “administradores” que por serem indicados por políticos possuem interesses diferentes do bem comum, ou não têm competência  para o cargo que ocupam.

O argumento de que os fatores atuariais, como expectativa de vida e quantidade de beneficiários foram determinantes para o déficit anunciado pelo Governo, não é digno de fé. Temos que considerar os crimes contra a Administração que sangram o país até os dias atuais.

Neste ambiente de injustiça social combinada com má gestão,  o brasileiro dos anos 80, ao se aposentar, arrumava outro emprego. Era ruim, era. Hoje os nossos aposentados sequer conseguem outra fonte de renda complementar. E, como se não bastasse, o Governo deu aos bancos um negócio da China, podem fazer os empréstimos consignados, com juros menores, mas ainda elevados, onde parte dos rendimentos dos aposentados é direcionada para os bancos com descontos na fonte. 

 Comprovando a transferência de renda para o setor financeiro é fácil encontrar aposentados que solicitam o empréstimo consignado para pagar as suas próprias dívidas, ou dos filhos/agregados.

Quer parecer que para fazer os interesses das corporações estrangeiras sedentas em diminuir seus custos, não importando o dano social e econômico para o país,  e da nossa elite nacional,  que em grande parte é burra, colocaram no poder,  o presidente Temer comprometido com  reformas de grande impacto na vida dos brasileiros.

Ainda que o Presidente não tenha legitimidade para fazer o que vem fazendo, pois não foi eleito, e do ponto de vista moral, nem se fale. Propor a Reforma da Previdência sem auditar os números apresentados pelo INSS, e  sem considerar que as contribuições sociais criadas para a seguridade social como  PIS e a COFINS são subtraídas do total a ser repartido com a seguridade social é aniquilar grande parcela da população, pela fome e doenças, e suas consequências como a generalização das atividades criminosas ,  com base em números discutíveis apoiados na  propaganda oficial ou de seus interessados.   

Considerando que o Congresso não é confiável, as ditas “reformas” salvadoras da Pátria, na verdade  trarão mais do mesmo: incremento da Injustiça social, e do ponto de vista econômico, a perda de renda do povo diminuirá ainda mais,  a  demanda agregada, resultando em menos produção, menos arrecadação, e  mais desemprego. Enquanto isto, se reduz o custo operacional das corporações transnacionais,  com plantas no Brasil (enquanto for conveniente), da elite nacional produtora de commodities (agro)  e,  para o aposentado, dá-lhe consignado…. Quem ganha com isto?

 

Hamilton de Oliveira Marques

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